FEAPAES-SP cria campanha para conscientizar sobre a urgência de imunizar pessoas com deficiências contra a Covid-19

Usuário da APAE de Ourinho segura cartaz reivindicando seu direito a imunização contra Covid-19
Usuário da APAE de Ourinho segura cartaz reivindicando seu direito a imunização contra Covid-19


Entidade que assessora APAES paulistas espera que autoridades se manifestem e divulguem um calendário para início da vacinação das pessoas com deficiência

A Federação das APAES do Estado de São Paulo (FEAPAES-SP) com o intuito de conscientizar a sociedade e principalmente as autoridades sobre a urgência de iniciar a imunização das pessoas com deficiências, deu início a campanha #Euqueroviver. Consideradas grupos de risco devido as comorbidades pré-existentes, trata-se de um público que apresenta alto risco de morte pela Covid-19.

Desde o início da pandemia, divulgou-se muito sobre os grupos de risco, destacando-se, porém, apenas pessoas idosas ou doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos. Porém, as pessoas com deficiências, na maioria das vezes, apresentam esses mesmos tipos de comorbidades com um agravante: são um público que podem não tolerar o uso de máscaras e que possuem dificuldade de compreender a necessidade da higiene constante das mãos e do distanciamento social.

“Muitas pessoas com deficiências ainda utilizam as mãos para se locomoverem em suas cadeiras de rodas ou utilizar tecnologias assistivas, necessitam de cuidadores, podendo se contaminar com grande facilidade.  Alguns especialistas apontam que uma pessoa com deficiência tem três vezes mais chance de contrair o coronavírus”, explica a presidente da FEAPAES-SP, Vera Lúcia Ferreira.    

Mesmo incluídas no Plano Nacional de Vacinação como grupo prioritário na imunização contra a Covid-19, ainda não há por partes dos órgãos responsáveis a previsão de um calendário para o início da vacinação desse público. “Não adianta colocar as pessoas com deficiências nos grupos prioritários e não divulgar um calendário. Queremos data, queremos uma previsão e não apenas promessas. As pessoas com deficiências querem e merecem viver”, conclui Vera.