Prefeitura de Ourinhos promove série de eventos pelo Dia Nacional de Combate à Exploração de Crianças


A Prefeitura de Ourinhos por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social promove série de eventos que ressaltam o Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Instituída em 18 de maio, a data tem o objetivo de lembrar a importância em identificar os casos e denunciá-los à Justiça. A programação em Ourinhos começa dia 15 de maio com o projeto Cine Cidade, cinema ao ar livre que leva filmes gratuitos à população de diversos bairros de Ourinhos. Nos dias 22 e 29 de maio estão previstas palestras sobre o tema.

No dia 15 de maio, o Cine Cidade apresenta às 19h, na Emef Amélia Abujamra Maron, o filme Anjos do Sol, que conta a saga de uma menina de doze anos vendida pela família para viver em um lugar melhor, sem saber que se tratava de um agenciador de garotas para exploração sexual.

As palestras dos dias 22 (7h30 às 9h20 e das 15h30 às 17h40) e 29 de maio (nos mesmos horários e também das 13h30 às 15h20) serão realizadas no Centro de Referência do Ensino Fundamental de Ourinhos para os professores da rede municipal.

DENUNCIE

Dados do canal de denúncia Disque 100 mostram que em média, todos os anos, são registrados mais de 20 mil casos de violência sexual em todo o país. As denúncias dessas situações podem ser feitas pelo telefone do Conselho Tutelar de Ourinhos (14) 3322-1159 ou Disque Denúncia (Dique 100).

A violência sexual é considerada um ato ou jogo sexual cometido por alguém que se encontra num estágio mais avançado de desenvolvimento em relação à criança ou adolescente e a exploração sexual ocorre quando o adulto se utiliza da criança ou adolescente para obtenção de lucro por meio de práticas eróticas ou sexuais.

Nesse sentido, o abuso e a exploração sexual são fenômenos que atingem meninas e meninos de todas as classes sociais e faixas etárias. Geralmente o agressor é alguém ligado ao próprio convívio da criança ou adolescente.

É importante que responsáveis, educadores, profissionais e sociedade em geral se atentem a alguns indícios que podem sugerir a violência sexual, como traumas na região genital, mudanças bruscas de comportamento, isolamento, baixa autoestima e tentativas de suicídio. Esses indícios não devem ser considerados individualmente, mas sim contextualizados de acordo com a realidade da criança ou adolescente.