Advogados e membro dos "Direitos Humanos" suspeitos de ligações com o PCC são presos em operação conjunta da Polícia Civil e MP

Luiz Carlos dos Santos, do Condepe: detido em Cotia (Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo)

Em nota conjunta à imprensa, a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo informaram que realizam nesta terça-feira (22) em todo o Estado a operação Ethos com a finalidade de desarticular célula criminosa da organização PCC - Primeiro Comando da Capital, denominada de “R”, composta por 40 advogados, sob controle de presos vinculados à organização.

Na ação de hoje estão sendo empregados 703 policiais civis e membros do Ministério Publico (159 Delegados de Polícia; 459 policiais civis e 65 Promotores de Justiça e 167 viaturas da Polícia Civil).

A investigação policial teve inicio há um ano e meio e identificou 55 pessoas, das quais 41 estavam em liberdade e contribuíam para a prática criminosa vinculada à organização, motivo das prisões realizadas.

Outras 14 pessoas, componentes da organização são presos que estão no Sistema Penitenciário Paulista, considerados pelos demais, líderes da facção.

A operação Ethos ainda prendeu Luiz Carlos dos Santos, Vice Presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana). As investigações policiais apuraram que o Conselheiro foi cooptado pela célula “R” e a organização criminosa pagou a ele a quantia de R$ 130.000,00 com a finalidade de desestabilizar a Segurança Pública do Estado por meio de “falsas denúncias” perante organismos de Proteção dos Direitos Humanos.

Luiz Carlos atuou junto ao Condepe no caso onde um Policial Militar baleou o Braian Bueno da Silva, de 22 anos, durante abordagem em Ourinhos no mês de junho deste ano. Luiz Carlos teria apontado que o tiro que vitimou fatalmente o jovem não foi acidental. O caso continua sob investigação.