Vereador de Canitar ofende repórter em manifestação do MST no pedágio de Marques dos Reis

Em explícita falta de decoro parlamentar, o vereador de Canitar, Florisvaldo da Costa (PT), que participava de manifestação do MST (Movimento dos Sem Terra), colocou em risco o movimento pacífico que acontecia na Praça de Pedágio de Marques dos Reis, podendo quase ocorrer uma tragédia, demonstrando completa falta de equilíbrio emocional.

O vereador hostilizou o repórter que realizava a cobertura do bloqueio da rodovia e pedágio, se dirigindo a ele forma agressiva, incentivando os demais trabalhadores sem terra que fecharam a praça de pedágio a que não deixassem o repórter realizar o seu trabalho e que não fossem filmados por ele, dizendo:

" Ô pessoal,  este cara não vale nada, ele é repórter de rua, eu conheço o trabalho dele, ele é ex-presidiário, ele não vale nada, não deixa ele filmar vocês não!  Sou vereador do PT, Partido dos Trabalhadores, conheço o trabalho dele, o trabalho dele é sujo".

Momento em que alguns homens que participavam do manifesto tentaram abordar o repórter para tomar o aparelho celular que o repórter utilizava para a filmagem, porém, este disfarçou, suspendeu a filmagem e saiu apressadamente do local, temendo pelo que poderia lhe acontecer naquele momento.

O fato aconteceu no dia 15, pouco mais de 12 horas, quando os trabalhadores sem terra se revezavam para o almoço realizado no mesmo local, acreditando que a manifestação, que iniciou as 08 horas e se estendeu até por volta de 13 horas, se deu em virtude da tragédia conhecida como "Massacre de Carajás", onde 21 integrantes do movimento morreram em confronto com a Polícia.

Não houve qualquer provocação por parte do repórter, que se entendeu perfeitamente com os integrantes do MST, que também precisavam da divulgação do acontecimento para que repercutisse em nível nacional pela TV, sites e redes sociais, como aconteceu, sabendo eles que estavam sendo filmados pela TV MASSIVA e sites que representa, por repórter já conhecido na região e que sempre apresenta um trabalho imparcial, ético e real, não havendo pois, motivos para que hostilizassem o repórter.

O fato foi comunicado na Delegacia de Polícia da própria cidade que o agressor representa, mas que também será encaminhado ao ilustre presidente e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Legislativo além da representação ao Ministério Público. para as providências necessárias.