Alunos da EMEF Prof. José Alves Martins fizeram estudo sobre o Hino de Ourinhos

Aproveitando o novo material didático da Rede Municipal de Ourinhos que traz na capa imagens da cidade e no verso do livro o Hino de Ourinhos, a Sala de Leitura da EMEF Prof. José Alves Martins apresentou aos alunos dos 7º e 8º anos um estudo e interpretação da letra da música para uma melhor compreensão.
 

Durante a atividade, alguns aspectos linguísticos foram abordados, dentre eles, a linguagem formal utilizada, o gênero poético e a importância do esclarecimento do vocabulário para o entendimento da letra. Muito se tem debatido sobre a importância da leitura no cotidiano escolar e é de conhecimento que a maior dificuldade do aluno da escola pública consiste na compreensão leitora, estatística que se comprova em todas as avaliações externas, principalmente a do final do Ensino Médio.
 

As letras dos hinos são compostas na norma culta da língua, o que acaba tornando inviável a transposição para a linguagem informal sem um estudo mediado. Dessa forma, a grande maioria acaba participando da execução sem a sua devida abrangência. Milhares de brasileiros cantam o Hino Nacional sem compreendê-lo e com o Hino de Ourinhos, isso não é diferente. Na maioria das vezes, os alunos cantam sem compreender o verdadeiro sentido das palavras que estão proferindo. Um exemplo disso se deu durante a apresentação do estudo, despertando nos alunos muito interesse e espanto com alguns termos, versos e estrofes.
 

Além da análise realizada com a letra da música, também foram mostrados aos alunos alguns símbolos da cidade e esclarecidas dúvidas em relação à bandeira, escudo, formas e cores. Durante a exibição, surgiram uma infinidade de dúvidas, curiosidades e questionamentos que tornaram o trabalho produtivo. Ao final da análise, o grupo cantou o Hino como nunca antes, de forma consciente e não apenas decodificando letras e signos.
 

Segundo a aluna Bianca Galvão de Queiroz, da Sala 802,  estudar o Hino de Ourinhos foi além de legal, muito importante. “Foi muito legal estudar o Hino, pois muitas pessoas cantam sem saber o que estão falando, o que a palavra quer dizer. É muito importante, que a gente saiba cantar corretamente, saber a sua origem, o significado das palavras. Para mim, mudou o jeito de observar, pois devemos dar valor a nossa origem, à cultura da cidade, respeitando suas crenças e religiões. E a leitura é essencial para mim, é uma porta para o conhecimento, ela estimula a aprendermos mais e conhecermos novos conceitos. Enfim, foi um momento muito interessante”.

Professora faz avaliação positiva da atividade e sobre a importância da interpretação de texto

A Professora Selma Pupim, responsável pela mediação e formação de leitores, no período da manhã, avaliou a atividade como produtiva e comentou sobre a importância da leitura. “Sem dúvida, o melhor estímulo para a leitura é a curiosidade. Nossos alunos necessitam muito mais que aprender a ler e a escrever. A função da escola é formar leitores capazes de ler o mundo a sua volta, como o mestre Paulo Freire o fazia”.
 

Ainda de acordo com Selma, quando se fala em leitura logo se pensa em um espaço mediador desta prática, como exemplo a Biblioteca e seu novo conceito. “A Biblioteca é um ambiente mediador das práticas de leitura e tem como missão contribuir para o desenvolvimento das competências leitoras dos alunos. Hoje, vivemos a gestão da inovação e com ela surge  um novo conceito de Biblioteca, a Biblioteca Viva, que é uma verdadeira revolução que transforma, de forma definitiva, o antigo espaço silencioso destinado a guardar livros e a receber alunos e pesquisadores. A Biblioteca atual é sinônimo de um espaço dinâmico, de grande atração para indivíduos de todas as classes sociais e, acima de tudo, repleto de novas ofertas no campo da cultura, das artes, do conhecimento e do entretenimento”.
 

Neste novo modelo, disputam o interesse do público, além de obras com o perfil da comunidade leitora, equipamentos e tecnologia como a internet, uma intensa programação de palestras, debates, exposições, apresentações musicais e teatrais, saraus, tertúlias literárias, além de outras atividades específicas geradas pela própria comunidade, sem burocracia, com muito dinamismo e gerando a satisfação dos usuários, que passam a se sentir parte integrante de um processo novo, saudável e instrutivo.
 

“Aproximadamente 300 alunos participaram da atividade realizada e tenho a convicção de que esses educandos não mais entoarão o Hino de Ourinhos como mera repetição. Ao executarem os versos “Canto a nossa terra ... Berço que encerra um povo varonil “, saberão que na linguagem informal é dizer o mesmo que “Vamos celebrar a nossa terra, um lugar que vive um povo guerreiro”. De igual forma, “Brado toda essa lida ... Que a mão sofrida aos poucos esculpiu”, ficará em suas memórias que “Estamos cantando em voz alta  o trabalhador que aos poucos, foi formando a nossa terra e criando a nossa cidade”, concluiu a Profª Selma Pupim.
 

O Hino de Ourinhos é autoria de Fernando Henrique Mella Ribeiro que, em 1991, venceu um concurso público promovido pela Secretaria Municipal de Educação para escolha do Hino Oficial de Ourinhos.