Prefeitura já se prepara para novo mutirão contra o mosquito Aedes Aegypti

3ª edição da megaoperação Contra Dengue, que visa exterminar o Mosquito Aedes Aegypti que transmite também a febre  chikungunya e o zika vírus começará no dia 11 de janeiro de 2016
Na tarde da última quinta-feira, 11, a Prefeita Belkis Fernandes se reuniu com os Secretários Municipais e a equipe da Vigilância Epidemiológica no Gabinete da Prefeitura para definir ações de combate a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

Durante a reunião, a Prefeita Belkis destacou que o Governo Municipal realizou duas megaoperações contra a Dengue este ano e que já prepara para começar 2016 com outra megaoperação. “Estamos empenhados no combate a proliferação do mosquito aedes aegypti. Vamos envolver todas as Secretarias nesta ação, assim como fizemos nas outras megaoperações”, concluiu.

A Prefeitura já agendou a primeira megaoperação do próximo ano para iniciar no dia 11 de janeiro. A programação dos dias dos bairros será divulgada próxima ao dia de início da operação. 

O Secretário de Saúde André Mello informou que no período de 01 de julho a 26 de novembro de 2015 foram confirmados em nossa cidade 16 casos de Dengue, sendo 14 autóctones e 2 importados.

“Temos casos em locais esparsos. Não está concentrado. O vírus está circulando. Embora, esteja um número menor de casos que no mesmo período do ano anterior estamos em alerta”, destacou o Secretário.

De acordo com o levantamento feito pela equipe de Vigilância Epidemiológica o número de criadouros com larvas e a população do mosquito Aedes excede toda expectativa. Exemplo da gravidade da situação é uma residência no bairro Vila Margarida foram encontrados 18 focos.

A Vigilância Epidemiológica informa também que melhor forma de combate é eliminando os possíveis criadouros do mosquito aedes aegypti.

“É de suma importância que cada munícipe dedique pelo menos 10 minutos por dia para verificar as suas residências, no trabalho e escolas, recipientes que possam conter água parada, servindo de potenciais criadouros”, lembrou André Mello.

Lembrando que é importante verificar calhas, caixas d'água, piscinas, marquises do comércio. Veja algumas recomendações da Vigilância Epidemiológica para o combate ao mosquito.
   
Mantenha boas condições de limpeza em seu quintal e terreno, evitando o acúmulo de lixos, mato e entulho, etc. Cubra ou guarde em locais fechados entulhos, restos de obras, pneus, garrafas e demais objetos alojados no quintal;

Elimine possíveis criadouros, removendo a água parada de diversos tipos de recipientes que ficam no quintal como: pratos de vasos de flores, vasos, bebedouros de animais, plásticos, garrafas, pneus, brinquedos, baldes e masseiras;

Mantenha as caixas d'água bem fechadas e também os galões e tambores d'água; limpe calhas; escoe a água das lajes; limpe e trate a água da piscina com produtos químicos adequados; mantenha bem esticada a lona usada para cobrir entulhos e masseiras para evitar acúmulo de água;

Evite ter bromélias em sua residência, pois servem como criadouros do mosquito transmissor da Dengue;

Use semanalmente 10 minutos do seu tempo para inspecionar seu quintal e eliminar as águas paradas e possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegpyti.

As instituições públicas e privadas, empresas e escolas, clubes, centros esportivos, cemitérios, hospitais, locais onde circulam muitas pessoas diariamente (classificados como imóveis especiais) devem escalar um funcionário para efetuar vistoria nas partes externas e internas dos prédios e eliminar os criadouros;

Residentes na zona rural devem seguir todas as recomendações acima e eliminar a água dos cochos;

Leve ao cemitério apenas vasos com flores naturais, com orifícios para escoamento de água, sem pratinhos e sem papel celofane ou plastificado. Flores artificiais e papéis decorativos transformam-se em criadouros do mosquito Aedes

FUMACÊ
   
Muitos munícipes questionam sobre a utilização do Fumacê, por isso é importante destacar que apesar de ser regulado pela Secretaria de Estado da Saúde, o mesmo deve ser utilizado somente em casos extremos.

O fumacê também é prejudicial à saúde das pessoas, principalmente crianças, idosos e doentes crônicos, além de causar problemas à fauna local, como por exemplo, a morte de outros animais.

É importante salientar que o inseticida é pulverizado com óleo diesel para possibilitar fumaça e fixação. Atualmente, a eficácia deste procedimento é contestada, uma vez que só atinge o mosquito alado, desta forma não combate os ovos e larvas do mesmo.