Hidrelétrica de Salto Grande realiza rebaixamento do reservatório

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Rebaixamento do reservatório ocorre anualmente para exposição e retirada das plantas; limpeza conta com apoio da prefeitura e comunidade

A CTG Brasil iniciou nesta segunda-feira (15/10) o rebaixamento do reservatório da usina hidrelétrica Salto Grande. A ação, que tem como objetivo o controle das plantas aquáticas, se estende até o dia 26 de outubro. A redução de cerca de 2,5 metros no nível do reservatório está alinhada com órgãos como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Delegacia Fluvial do Ministério da Marinha.

O controle preventivo é realizado anualmente no período que antecede o brotamento de novas plantas e conta com a parceria da Prefeitura de Salto Grande. Para divulgar a ação e conscientizar moradores e rancheiros, a CTG Brasil realiza o trabalho de comunicação no município.

“A redução do nível da água expõe as plantas nas bordas do reservatório, possibilitando sua remoção pela prefeitura e a comunidade, em um mutirão de limpeza. A participação das pessoas é fundamental, pois é necessário levar o material retirado até locais onde a prefeitura fará a coleta no dia 22, uma vez que as plantas não devem ser devolvidas ao reservatório”, explica o diretor de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da CTG Brasil, Aljan Machado.

Com o controle das plantas, a tendência é ampliar o fluxo de água nos braços do reservatório de Salto Grande, além de aumentar o oxigênio dissolvido nos períodos noturnos, favorecendo as populações de peixes. Fatores como calor, alta luminosidade e, principalmente, a existência de nutrientes, comuns nesse trecho do rio Paranapanema, favorecem o aumento excessivo de plantas aquáticas.

“A ação contribui para a exploração sustentável do turismo, melhorando a navegação, pesca esportiva e banhos, e também é importante para a captação de água para fins de abastecimento público, piscicultura e irrigação. Para a hidrelétrica, a redução das plantas aquáticas diminui as chances de perda momentânea de potência das turbinas, garantindo, assim, uma boa geração de energia”, complementa Machado.