Eleições 2018: Com Doria e França, São Paulo volta a ter 2º turno ao governo após 16 anos

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Após três eleições seguidas com vitórias do PSDB no primeiro turno, a chapa de João Doria (PSDB) terá que disputar a cadeira de governador em uma nova votação, no próximo dia 28, contra Márcio França (PSB), que atualmente ocupa a vaga. O resultado foi divulgado após a apuração dos votos deste domingo (7).

Com a votação deste domingo, os paulistas terão que voltar às urnas no segundo turno no próximo dia 28 para determinar quem será o novo governador. Essa situação não acontecia desde 2002, quando Geraldo Alckmin (PSDB) derrotou José Genoino (PT). Nas eleições seguintes, José Serra (PSDB) venceu no primeiro turno, em 2006, assim como o próprio Alckmin em 2010 e 2014.

Com 98,28% das urnas apuradas, Doria tinha 31,77% dos votos válidos, França atingia 21,48% e Skaf registrava 21,13%. Além disso, Luiz Marinho (PT) registrou 12,66% e Major Costa e Silva (DC) recebeu 3,69%.

O resultado do primeiro turno reforça uma disputa que se iniciou antes da campanha eleitoral, em março, quando ambos batalhavam para ter o apoio de Geraldo Alckmin (PSDB), então governador do estado. Naquele período, Doria começou uma briga jurídica com diversas representações eleitorais contra França acusando-o de uso da máquina para pré-campanha.

O tom da guerra entre os dois ficou ainda mais evidente no último debate, realizado pela Globo, na última terça-feira (2), quando os dois protagonizaram um duelo durante uma pergunta de França para Doria. A briga se estendeu no dia seguinte pelas redes sociais.

"João, tudo na sua campanha parece marketing, não parece verdadeiro. Você não manda nas pessoas, tudo ou é do seu jeito ou não pode falar", criticou França. Apesar não estar no seu tempo de fala, Doria rebateu dizendo que o atual governador foi "líder do PT". "[Você] fez parte do conselho político do governo Lula. Quais conselhos ofereceu ao Lula, que está prisioneiro? Você é de esquerda", disse.

Márcio França manteve um crescimento constante em todas as pesquisas. Os organizadores de sua campanha apostaram principalmente nas peças publicitárias para vencer o maior desafio do candidato do PSB para chegar ao segundo turno: ser conhecido pelo eleitorado.

Fonte: UOL