Angra Doce é tema de simpósio na UNESP de Ourinhos

O projeto Angra Doce tem base no projeto de lei do deputado federal Capitão Augusto que cria a área de interesse turístico em 15 cidades da região

Foi realizado nesta quinta-feira, 10, no Teatro Municipal Miguel Cury, em Ourinhos, o 1o Simpósio “Turismo e Desenvolvimento Regional Sustentável do Angra Doce”, uma iniciativa da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), campus de Ourinhos, em parceria com o Programa Cidades do Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas), Sebrae/SP e a consultoria EcoBio Turismo e Meio Ambiente.

O evento, em sequência aos vários seminários intermunicipais realizados nos últimos dois anos por iniciativa do deputado federal Capitão Augusto - autor do projeto de lei federal que institui a região de Angra Doce como área de interesse turístico nacional -, consolida a participação da universidade no projeto e avança na discussão de temas e proposição de ações relevantes para efetivação desse projeto de desenvolvimento regional a partir do turismo. “Meu objetivo é que o Angra Doce represente para nossa região uma alternativa importante de geração de emprego, trazendo perspectiva para a população regional que amarga a realidade de não possuir um polo industrial suficiente para garantir renda e, consequentemente, melhor qualidade de vida”, disse o deputado federal Capitão Augusto, que não pôde estar presente no evento devido a suas atividades parlamentares na Câmara Federal.

O Simpósio foi aberto pelo diretor do Campus da Unesp de Ourinhos, prof. Dr. Edson Luís Piroli; pela profa. Dra. Fabiana Lopes Cunha, coordenadora do evento; pela bióloga Carine Gonçalves da EcoBio, que tem realizado trabalho de campo na região de Angra Doce desde o ano passado; e dos representantes do deputado federal Capitão Augusto, Daniele Alonso, coordenadora regional do PR Mulher, e Fernando Cavezale (ex-secretário de Cultura de Ourinhos), assessor de comunicação do deputado e membro da ONG Angra Doce.

Piroli falou do interesse da Unesp em colaborar na área científica para o avanço do projeto Angra Doce. Fabiana Cunha comparou o projeto com iniciativas que dependem da união de vários setores para alcançar sucesso, destacando a presença da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) com quem a Unesp firmou convênio visando pesquisas e estudos conjuntos na região de Angra Doce.

Rosane de Souza, representante do Programa Cidades do Pacto Global da ONU explicou como o Angra Doce foi inserido entre os projetos apoiados pela organização no Brasil, traçou um histórico das ações desenvolvidas até agora no âmbito de Paraná e São Paulo, falou sobre canais de financiamento e a importância de que haja uma governança interestadual para coordenar os diálogos entre os agentes dos dois estados.

Os acadêmicos e técnicos em áreas como sustentabilidade ambiental e turismo, respectivamente, prof. Dr. Paulo Santos Almeida, por São Paulo, e prof. Ms Milton Almeida, pelo Paraná, ambos destacados pelos governadores para coordenar o Angra Doce em seus estados, atualizaram as informações sobre como como o projeto está sendo tratado dentro da perspectiva de vetor de desenvolvimento e já como política pública inserida no organograma e na agenda dos dois governos estaduais.

Outro palestrante foi o gerente do escritório regional do Sebrae/SP, Thiago Bueno Ferraz, que apresentou o tema “Ambientes Favoráveis para o Desenvolvimento de Negócios Turísticos”. O Sebrae se colocou como parceiro do projeto e disponível para apoiar principalmente os micro e pequenos empreendedores nessa nova área empresarial que começa a se abrir na região.

O professor do curso de Turismo da Unesp de Rosana/SP, Roberson da Rocha Buscioli, explanou sobre o projeto de municípios de interesse turístico do Estado de São Paulo, que destina quase R$ 600 mil reais por ano para cidades investirem em sua infraestrutura e comunicação para o desenvolvimento do turismo.

No período da tarde, os participantes do Simpósio, com o apoio da equipe do Sebrae Ourinhos, elaboraram uma matriz SWOT (FOFA), afim de esboçar os pontos positivos e negativos, as oportunidades e ameaças que se referem ao projeto Angra Doce.