Capitão Augusto apela para Rodrigo Janot cobrar decisão do STF contra pedágio ilegal

Desde o início de seu mandato o parlamentar luta contra a instalação do pedágio Ourinhos-Marques dos Reis. O Passe Livre foi uma das ações de Augusto contra a cobrança.

Deputado de Ourinhos tem audiência agendada na próxima terça-feira com o procurador geral da República, Rodrigo Janot

Há 15 anos, os usuários da praça de pedágio instalada na divisa dos estados de São Paulo e Paraná, município de Jacarezinho, distrito de Marques dos Reis, sofrem com uma das tarifas mais altas do país. A empresa que explora o pedágio, a concessionária Triunfo, mantém a cobrança de R$ 19,30 para veículos de passeio. Veículos com 4 eixos pagam R$ 38,60. Mas não é só isso. Ações na justiça contestam a legitimidade dessa praça que só está em operação graças a uma liminar concedida pelo polêmico juiz do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
 

Na espera política, em nível estadual ou federal, o único parlamentar que briga para a retirada dessa praça de pedágio é o deputado federal Capitão Augusto (PR), que tem base eleitoral na região de Ourinhos/SP. Desde que assumiu sua cadeira na Câmara Federal ele tenta viabilizar a retirada do pedágio, se reunindo e cobrando das autoridades que cuidam do caso e fazendo discursos inflados da tribuna da Câmara.

JANOT - Nesta terça-feira, às 17h, Capitão Augusto será recebido pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, para tratar do assunto. O deputado ourinhense vai pedir a Janot que pressione o Supremo Tribunal Federal para executar a sentença nesse caso que ele chama de “novela”. O deputado alega que “esse pedágio já perdeu o direito de funcionar em primeira instância, em Ourinhos, na Justiça Federal, e em segunda instância, em Curitiba. E nós só estamos pedindo agora que o Supremo cumpra o que ele mesmo determinou: que condenação em segunda instância já está passível de ser executada”, disse o deputado.
 

Na última quinta-feira, Capitão Augusto voltou a carga acusando da Triunfo de “estar saqueando” os usuários da rodovia e os moradores da região com um valor de pedágio abusivo e com uma cobrança ilegal, já que que a praça originalmente era para estar instalada próximo à cidade paranaense de Andirá.


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