Nota da PMO: Com greve, servidores municipais vão prejudicar a população

Assembleia realizada no sábado (25) decidiu pela greve


"Como instrumento de pressão, a greve não trará nenhum resultado, já que a Prefeitura está quebrada financeiramente e não temos como dar um reajuste maior aos servidores do que o proposto”, esclarece o Prefeito Lucas Pocay.

A greve dos servidores municipais deflagrada na manhã de sábado (25) vai prejudicar toda a população que já vive em uma cidade que tem muitos problemas, devido ao abandono e a má gestão dos últimos anos, destacou o Prefeito Lucas Pocay.


A Prefeitura foi entregue ao atual Prefeito quebrada financeiramente e em apenas três meses de um novo governo é impossível colocar a casa em ordem e resolver todos os problemas da cidade. Segundo o Prefeito dar um reajuste maior aos servidores seria um ato irresponsável que poderia levar a uma situação ainda pior, com o atraso no pagamento da folha dos servidores públicos municipais ou o não pagamento dos aposentados.
 

“Nesse ano temos a eleição do Sindicato dos Servidores, com isso a campanha salarial ganhou uma conotação política. Algumas pessoas que nem mesmo pertencem a categoria passaram a inflamar os servidores para que houvesse a greve, isso também foi feito por servidores que na gestão passada ocupavam cargos em comissão e agora tiveram que voltar para as funções para as quais foram concursados. A irresponsabilidade dessas pessoas poderá trazer transtornos para toda a população”, destacou Lucas Pocay.
 

O Prefeito afirma que como instrumento de pressão ao governo, a greve não trará qualquer efeito, a não ser prejudicar a população. “De nada vai adiantar a greve. Gostaria de dar um reajuste muito melhor, mas a Prefeitura não tem dinheiro para isso”.
 

Lucas Pocay afirma que todas as medidas serão adotadas para que população tenha seus direitos garantidos. “Fui eleito para ser Prefeito de todos os ourinhense, não só dos servidores. Respeito o direito de greve, mas vamos tomar todas as medidas jurídicas necessárias e previstas em Lei para que essa greve irresponsável não prejudique a população, que não pode pagar por isso”.
 

Segundo dados apresentados pelo Prefeito, a administração possui R$ 70 milhões em dívidas de longo prazo e R$ 8 milhões em dívidas de curto prazo. Além disso, há R$ 100 milhões a menos na arrecadação, e a cidade têm problemas crônicos que vão custar mais de R$ 130 milhões para serem resolvidos, como: o asfalto para recapear as ruas que precisam será necessário um investimento de R$ 90 milhões, a exigência do Ministério Público e Órgãos ambientais de se construir duas estações de tratamento de esgoto que vão custar mais de R$ 40 milhões, isso sem falar em mais de R$ 2 milhões de dívidas em multas ambientais aplicadas na administração passada, devido a interdição do aterro sanitário e que agora terão que ser arcadas pela atual administração.
 

Outro fator importante é relacionado ao IPMO (Instituto de Previdência de Ourinhos), devido a negligência e péssima gestão dos últimos 12 anos, a Previdência do Servidor está comprometida e com grande rombo, que neste ano para não deixar os aposentados sem receber, a administração terá que aportar R$ 18 milhões, isso só neste ano, caso contrário os servidores aposentados e pensionistas ficariam sem seus salários.
 

“Peço o apoio da população, já que estamos colocando a casa em ordem. Precisamos recuperar a saúde financeira do município para conseguirmos fazer as melhorias necessárias como asfalto, iluminação pública de qualidade, melhorias na saúde e educação. A missão é difícil, e impossível de ser concluída em apenas três meses de governo, mas com o apoio da população até o final do nosso mandato transformaremos Ourinhos em uma cidade muito melhor”, finalizou Lucas Pocay.
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