Após doping de jamaicano bronze dos 4x100 de Pequim vem para brasileiros, ourinhense é medalhista



A medalha de bronze do atletismo da disputa da prova 4x100 metros rasos da Olimpíada de Pequim em 2008 poderá ficar com a equipe brasileira. O COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou no final de janeiro (25) que a Jamaica perdeu o ouro em razão do doping do atleta Nesta Carter.

Na prova o Brasil ficou com o quarto lugar, atrás Japão. Com a desclassificação dos jamaicanos (1º lugar), os atletas de Trinidad Tobago (2º lugar) e os japoneses (3º lugar) sobem um degrau no podium. Com isso, o Brasil que correu com Vicente Lenílson, Sandro Viana, Bruno Lins e José Carlos Moreira "Codó" assume o 3º lugar da prova herdando o bronze. Os atletas Nilson André e o ourinhense Rafael Ribeiro "Rafaelzinho" eram os reservas da equipe brasileira.

Morando atualmente no Canadá, Rafaelzinho continua em atividade. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Povo, ele falou sobre a expectativa de receber a medalha e contou um pouco de sua história. "É uma satisfação poder falar desta conquista. Tenho orgulho de ser ourinhense. Aos 14 anos saí de Ourinhos para ir para Presidente Prudente atrás de um sonho. É um orgulho carregar no peito o nome de Ourinhos e também de Presidente Prudente que foi a cidade que me acolheu e me deu todo o suporte para chegar a uma carreira olímpica", relata.

Agradecido, o velocista lembra de seu primeiro treinador. "Não poderia esquecer também do Professor Homero Fernandes que foi quem me descobriu aos 10 anos de idade correndo na quadra do colégio Esmeralda Ferraz e me falou que um dia eu poderia me tornar um atleta olímpico. Ele me disse que eu era muito veloz e talentoso. Então, a cada oportunidade eu agradeço a ele", destaca.

Após 9 anos da disputa, o ourinhense espera receber a medalha de bronze. "Em relação a chegada da medalha, a expectativa é enorme. É um sonho de muitos anos e uma luta muito grande para chegar a ser um atleta olímpico. O professor Homero dizia que um dia eu seria um atleta olímpico, e hoje graças a competência dele de garimpar talentos e colocar este sonho na minha cabeça, além de atleta olímpico também sou medalhista", ressalta.

Com a efetivação da medalha, o atleta pretende buscar recursos junto aos antigos patrocinadores. "É uma felicidade imensa. Fica até meio difícil colocar em palavras. Mas por outro lado fico um pouco triste por estar vindo somente depois de 9 anos e não poder colher tantos frutos da conquista. Estou entrando em contato com os antigos patrocinadores para ver se consigo receber alguns valores. Haviam contratos para esta medalha que talvez hoje não sejam válidos", lamenta.

A felicidade da família e o reconhecimento dos brasileiros são importantes para Rafael. "Minha família está muito feliz e orgulhosa, assim como foi com a medalha do campeonato PanAmericano em 2007 no Rio de Janeiro. Eles festejaram bastante. Estou muito satisfeito de trazer esta medalha para Ourinhos e toda a região. Por onde competi sempre recebi muito carinho da população e por isso gostaria de compartilhar esta medalha com todos de Ourinhos, da região e também do Brasil", comemora.

Polêmica

As equipes do revezamento 4x100 metros rasos são compostas de 6 atletas e todos são considerados medalhistas. Por isso, além de Vicente Lenilson, Sandro Viana, José Carlos Moreira e Bruno Lins (que correram a final) mais dois atletas tem direito de receber a premiação: Nilson André e Rafael Ribeiro.

Em entrevista recente ao site uol Rafael falou sobre a possibilidde de não receber a medalha. “Eu estou desconfiado de que minha medalha e também a do Nilson possam sumir. É que tem dirigente que alega que somente os quatro que correram a final têm direito às medalhas e duas acabam desaparecendo nessa história”, alerta.

Há casos que apenas quem correu na prova recebeu medalha. “Na Olimpíada de Sydney, o Cláudio Roberto, que era reserva, ficou sem a medalha… Sumiu! E agora na nota oficial da entrega das medalhas para as meninas do revezamento, a Confederação Brasileira de Atletismo só reconhece quem correu na final, esquecendo das duas atletas reservas”, lembrou Rafael.


A medalha de bronze do atletismo da disputa da prova 4x100 metros rasos da Olimpíada de Pequim em 2008 poderá ficar com a equipe brasileira. O COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou no final de janeiro (25) que a Jamaica perdeu o ouro em razão do doping do atleta Nesta Carter.


Na prova o Brasil ficou com o quarto lugar, atrás Japão. Com a desclassificação dos jamaicanos (1º lugar), os atletas de Trinidad Tobago (2º lugar) e os japoneses (3º lugar) sobem um degrau no podium. Com isso, o Brasil que correu com Vicente Lenílson, Sandro Viana, Bruno Lins e José Carlos Moreira "Codó" assume o 3º lugar da prova herdando o bronze. Os atletas Nilson André e o ourinhense Rafael Ribeiro "Rafaelzinho" eram os reservas da equipe brasileira.


Morando atualmente no Canadá, Rafaelzinho continua em atividade. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Povo, ele falou sobre a expectativa de receber a medalha e contou um pouco de sua história. "É uma satisfação poder falar desta conquista. Tenho orgulho de ser ourinhense. Aos 14 anos saí de Ourinhos para ir para Presidente Prudente atrás de um sonho. É um orgulho carregar no peito o nome de Ourinhos e também de Presidente Prudente que foi a cidade que me acolheu e me deu todo o suporte para chegar a uma carreira olímpica", relata.


Agradecido, o velocista lembra de seu primeiro treinador. "Não poderia esquecer também do Professor Homero Fernandes que foi quem me descobriu aos 10 anos de idade correndo na quadra do colégio Esmeralda Ferraz e me falou que um dia eu poderia me tornar um atleta olímpico. Ele me disse que eu era muito veloz e talentoso. Então, a cada oportunidade eu agradeço a ele", destaca.


Após 9 anos da disputa, o ourinhense espera receber a medalha de bronze. "Em relação a chegada da medalha, a expectativa é enorme. É um sonho de muitos anos e uma luta muito grande para chegar a ser um atleta olímpico. O professor Homero dizia que um dia eu seria um atleta olímpico, e hoje graças a competência dele de garimpar talentos e colocar este sonho na minha cabeça, além de atleta olímpico também sou medalhista", ressalta.


Com a efetivação da medalha, o atleta pretende buscar recursos junto aos antigos patrocinadores. "É uma felicidade imensa. Fica até meio difícil colocar em palavras. Mas por outro lado fico um pouco triste por estar vindo somente depois de 9 anos e não poder colher tantos frutos da conquista. Estou entrando em contato com os antigos patrocinadores para ver se consigo receber alguns valores. Haviam contratos para esta medalha que talvez hoje não sejam válidos", lamenta.


A felicidade da família e o reconhecimento dos brasileiros são importantes para Rafael. "Minha família está muito feliz e orgulhosa, assim como foi com a medalha do campeonato PanAmericano em 2007 no Rio de Janeiro. Eles festejaram bastante. Estou muito satisfeito de trazer esta medalha para Ourinhos e toda a região. Por onde competi sempre recebi muito carinho da população e por isso gostaria de compartilhar esta medalha com todos de Ourinhos, da região e também do Brasil", comemora.


Polêmica


As equipes do revezamento 4x100 metros rasos são compostas de 6 atletas e todos são considerados medalhistas. Por isso, além de Vicente Lenilson, Sandro Viana, José Carlos Moreira e Bruno Lins (que correram a final) mais dois atletas tem direito de receber a premiação: Nilson André e Rafael Ribeiro.


Em entrevista recente ao site uol Rafael falou sobre a possibilidde de não receber a medalha. “Eu estou desconfiado de que minha medalha e também a do Nilson possam sumir. É que tem dirigente que alega que somente os quatro que correram a final têm direito às medalhas e duas acabam desaparecendo nessa história”, alerta.


Há casos que apenas quem correu na prova recebeu medalha. “Na Olimpíada de Sydney, o Cláudio Roberto, que era reserva, ficou sem a medalha… Sumiu! E agora na nota oficial da entrega das medalhas para as meninas do revezamento, a Confederação Brasileira de Atletismo só reconhece quem correu na final, esquecendo das duas atletas reservas”, lembrou Rafael.

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