Teatro Municipal recebe Ópera La Traviata neste domingo

A apresentação será, às 19h, com entrada franca

Neste domingo, 01, Ourinhos recebe o espetáculo “La Traviata”, da Companhia de Ópera Curta. A apresentação será, às 19h, no Teatro Municipal Miguel Cury, com entrada franca. Os ingressos podem ser retirados no próprio teatro.
 

O espetáculo faz parte do calendário do Programa de Circulação de Óperas, projeto desenvolvido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo. A apresentação em Ourinhos acontecerá por meio de uma parceria com a Prefeitura de Ourinhos, através da Secretaria de Cultura.
 

O projeto tem como objetivo é apresentar espetáculos na linguagem da ópera para pessoas que têm pouco ou nenhum acesso ao gênero. A interiorização do projeto permite o fomento, a formação e a difusão da cultura, ampliando o acesso a atividades artísticas de excelência.

SINOPSE:

La Traviata é uma das mais conhecidas óperas de Giuseppe Verdi é um título emblemático da história da ópera.
 

“O espetáculo foi construído tendo como referência a novela A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho e a ópera La Traviata, do compositor italiano Giuseppe Verdi e do libretista Francesco Maria Piave”, comenta Rosana Caramaschi, diretora artística de produção da Casa da Ópera.   
 

Na ópera, Violetta Valèry, uma cortesã parisiense, apaixona-se por Alfredo e deixa tudo indo morar com ele no interior. O pai do jovem, Giorgio Germont, a convence a abandoná-lo para preservar a honra de sua família e, com isto, garantir um bom casamento para a irmã de Alfredo. O casal se separa e, ao final, consumida pela tuberculose, Violetta morre nos braços de Alfredo recém retornado a Paris. Com estes elementos, criou-se um espetáculo que conta esta história, preservando as principais árias e duetos da ópera, os detalhes da novela original e um pouco da imaginação do auto.
 

“Desde o início, tínhamos a visão de que durante o século 20, houve um afastamento dos conceitos criativos da origem da ópera e o título foi aos poucos mascarado, passando a ser enxergado como uma linda e dramática história de amor entre uma jovem cortesã, rica, linda e inteligente e um jovem herdeiro de uma família tradicional, aristocrática. Assim apresentado, esquece-se completamente dos motivos que levaram à censura da ópera à época, obrigando seus criadores a mudar o período, a promover alterações do texto. As elites do século XIX não queriam ser o modelo para aquele retrato de uma sociedade promíscua. Transformar esta história num romance entre dois jovens, separados pela família do rapaz e a morte da garota por conta da tuberculose – doença comum no período – não foi uma coisa difícil nos anos seguintes”, comenta Cleber Papa, diretor do espetáculo, cenógrafo e autor do texto.
 

A questão central passa a ser a reciprocidade do amor de Violetta e Alfredo sob o ponto de vista do pai do rapaz e sua rejeição preconceituosa à vida de Violetta. Amor e preconceito andam juntos e são temas permanentes ainda hoje.
 

Com a pintura sempre presente através de inúmeras citações, La Traviata – a ópera contada e cantada é um espetáculo em preto e branco, onde a cor é o elemento de choque, de fuga da realidade, da fantasia, do idílio, da esperança, da expectativa de futuro, da vida em harmonia.“Cenários e figurinos são preto e branco numa palheta em que predominam os tons derivados do preto”, acrescenta Papa.
 

“Normalmente a ópera é executada com orquestra e com piano em formatos de câmara. Neste espetáculo, ao optar por um quinteto de cordas para executar a música ao vivo, minha decisão foi a partir do refinamento que as cordas sugerem ao trabalharem determinadas sutilezas sonoras que estão presentes na partitura original de Verdi e que, a meu ver, são absolutamente necessárias para expressar as angustias, temores e relações entre os personagens do espetáculo”, Comenta o Maestro Luís Gustavo Petri, diretor musical do espetáculo.
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