Rib. do Sul: Ponte do Haroldo é reconstruída, mas a população reclama

Enquanto moradores reclamam de falta de acostamento, sinalização e mortes em decorrência disso, a Prefeitura constrói ponte para um munícipe apenas... e ainda deixa inacabada.

Após 91 dias de reclamações do proprietário Haroldo, a ponte que liga seu sítio, na zona rural, a cidade de Ribeirão do Sul, finalmente é reconstruída, mas, ...cuidado!

Muito se falou, na cidade, da construção da referida ponte na estrada municipal, tendo em vista justamente que o fato demandaria deixar de lado outras necessidades prioritárias de interesse da população para a execução de um projeto que serviria apenas ao proprietário das terras que possui plantações de eucaliptos e precisava escoar sua produção.

O fato, polêmico ao ver do munícipe, estaria resolvido com a primeira investida da Prefeitura ao construir de forma paliativa a ponte no local.

No entanto, enquanto se pensava que o problema estava resolvido e que o escoamento da produção do Sr. Haroldo finalmente seria possível, as chuvas levaram os sonhos. Com uma execução de projeto nada recomendável, a obra desmoronou com a força das águas, felizmente sem vítimas humanas.

Aí recomeça a peleja entre a Prefeitura, seu Haroldo precisando escoar sua produção e os munícipes, reclamando por obras necessárias que evitariam mortes e que se arrastam por décadas no Município de Ribeirão do Sul.

Novamente, após um trabalho que deixou a desejar e prejuízos aos cofres públicos, a Prefeitura resolveu retornar ao problema do munícipe Haroldo e novamente "tentar a sorte" com a reconstrução da ponte que, não fosse o trabalho inequívoco da natureza, poderia sobreviver sem maiores problemas, mas ainda que uma simples obra, precisaria ter seu início, meio e fim, como toda obra bem administrada, em especial quando ali está o dinheiro público.

Talvez a falta de um engenheiro qualificado seja a solução definitiva para a ponte do Haroldo, desde que a Administração pública não tem a qualificação profissional para tanto, mas no caso, qualquer leigo pode imaginar que a obra não foi terminada de acordo com as necessidades, repisando, a obra tem seu início, meio e fim e, pelo visto, parou no meio e deu-se por findada ainda não sabendo a que custo aos cofres municipais, pois percebe-se pelas fotos e filmagens a falta de "paredões" que segurariam a terra solta para que não desmoronasse e assoreasse ainda mais o córrego, talvez até mesmo entupindo de vez os tubos e empurrando novamente a ponte para baixo, sendo certo o velho ditado: "Água mole tanto bate em pedra dura até que fura".

A ponte não possui os "paredões" construídos às margens segurando as barrancas de terra que foram simplesmente "basculadas" nos quatro cantos da obra, ameaçando inclusive desmoronar em tempo chuvoso e ao passar dos caminhões com toneladas de madeira escoadas, perigando a vida e prejuízos materiais públicos e privados, ou seja, a obra não foi terminada adequadamente, mas muito dinheiro foi gasto e que pode, infelizmente, "ir por água abaixo", novamente.

Se ocorrer uma chuva forte nesta semana, do jeito que se encontra o local fatalmente as águas levarão parte das barrancas soltas e perigosas e, por Deus não levará parte da estrada, onde as rachaduras na própria estrada já são visíveis a ôlho nú.

Seria, no caso, mais um incalculável prejuízo aos cofres públicos, ao escoamento da produção do munícipe Haroldo e ao restante da cidade que aguarda por melhorias em outras áreas necessárias, que evitariam sérios acidentes, inclusive com uma grande perda de vidas humanas, agora por negligência, imperícia e falta de zelo com a coisa pública de parte da Administração.

Munícipes foram ouvidos pela TV MASSIVA, que acompanhou a construção e reconstrução da ponte do Haroldo e também visitou locais onde há décadas os moradores reclamam por melhorias, construção de acostamentos, trevos adequados e sinalização que evitariam, em tese, a maioria das mortes ocorridas no Município, justamente por falta de cuidados da Administração pública que, ainda segundo os moradores, deixou e deixa a desejar.

Assista ao vídeo produzido pela TV MASSIVA nos sites associados, Repórter na Rua, Jornal Tablóide, Repórter Ourinhos e Jornal do Povo, uma produção independente, pra você e para o mundo.








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