Redução de salários: Prazo vence nesta sexta (13), proposta dos vereadores deverá decepcionar

Durante praticamente 2 meses munícipes deram exemplo de cidadania levando faixas e cartazes lotando a Câmara Municipal para protestar

O tempo não para. Muito pelo contrário, passa rápido. No dia 13 de outubro, através de declaração de um dos membros da maçonaria, após reunião do grupo com os vereadores, ocorrida na Câmara Municipal, Ourinhos tomou conhecimento que os edis solicitaram o prazo de 1 mês para apresentarem um projeto de lei para redução de salários e demais medidas para moralização do legislativo ourinhense.

Nesta sexta-feira (13) vencerá o prazo e como já era esperado, neste intervalo de tempo, nenhum vereador se manifestou ainda sobre o projeto. A expectativa é que na próxima sessão camarária, segunda-feira 16 de novembro, o projeto de lei seja apresentado e lido na íntegra em plenário. No mesmo dia, um grupo de voluntários estará promovendo gratuitamente um churrasco alusivo a Proclamação da República, comemorada no dia 15 de novembro. O evento acontecerá em frente a Câmara Municipal e toda a população está convidada.

Todavia, entre outras atitudes e declarações que já indicaram que os vereadores não tem interesse de abaixarem consideravelmente seus salários, uma das mais contundentes foi a do presidente Roberto Tasca (PR) que se colocou da seguinte forma: "Eu acredito que está caminhando aí para uma redução. Não uma redução trágica que nem todo mundo tá dizendo. Porque você reduz aí como aconteceu em alguns municípios. Você reduz tragicamente para R$ 700, para R$ 800. Ou seja, a corrupção tá feita". Ele ainda complementou se referindo aos manifestantes que estiveram protestando na Câmara Municipal: "Pode-se dizer que tem lá, tem pessoas que representam a sociedade. Claro que tem pessoas que representam a sociedade, mas a boa maioria são pessoas realmente com segundas intenções", afirmou."

Um outro fato também indica que a proposta que virá dos vereadores deverá ficar aquém daquela exigida pela população. Em sessão do dia 13 de outubro, o vereador Alexandre Araújo Dauage "Zoio" (PRB) antecipou-se aos colegas e se comprometeu em doar 20% de seu salário para uma instituição de caridade.

Analisando pelos menos estes dois posicionamentos, podemos deduzir que a redução de salários constante no projeto de lei proposto pelos vereadores, caso ele realmente seja entregue no prazo prometido, não deverá ultrapassar 20%. O movimento popular pede no mínimo 80%, limitando os salários dos parlamentares em no máximo R$ 1.500 mil. Além disso, outra mudança que não deverá acontecer de acordo com a vontade popular é a extinção dos cargos de assessores parlamentares. Segundo fontes ligadas ao legislativo, eles terão apenas os seus salários reduzidos. Apenas a redução de cadeiras de 15 para 11 a partir do próximo mandato, 2017-2020, deverá acontecer em conformidade ao projeto do movimento popular.

A Câmara Municipal

Atualmente o salário de um vereador em Ourinhos é de R$ 7.577 mil, maior que em muitas cidades da região. O presidente do Legislativo daqui ganha um pouco mais, R$ 8.142 mil. Além disso, fora os outros cargos de confiança que existem na Câmara Municipal, nos quais nem é exigido um mínimo de escolaridade, bastando saber ler e escrever, cada um dos 11 parlamentares nomeou o seu assessor com um salário atualmente de R$ 5.139 mil. No próximo mandato, 2017-2020, a conta deverá ser ainda maior, caso a lei complementar votada em 2014 que aumentou de 11 para 15 cadeiras no legislativo não seja revogada.

O movimento popular

As principais reivindicações do movimento popular "Por uma Ourinhos Melhor" são a redução de salários dos vereadores para no máximo R$ 1.500 mil, a extinção do cargo de assessor parlamentar e a redução de 15 para 11 cadeiras para o próximo mandato, 2017-2020. Seguidos desmandos da classe política motivaram munícipes a iniciarem um protesto para moralização da política local, cujo slogan e principal reivindicação tem se espalhado por toda a cidade e está na boca do povo:

"VEREADOR, QUE TAL GANHAR UM SALÁRIO DE TRABALHADOR?"


Agência Massiva

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